Este número 13 não dá azar: As notas do Benfica-Marítimo

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O Benfica somou o sétimo triunfo no campeonato, este domingo, ao golear o Marítimo (5-0), naquela que foi também a 13.ª vitória consecutiva dos encarnados na presente temporada. O registo 100% vitorioso permite que as águias sigam para a pausa de seleções com mais cinco pontos em relação ao FC Porto e mais onze por comparação ao Sporting. O Marítimo não conseguiu somar nenhuma aproximação perigosa à baliza de Vlachodimos na primeira parte e foi o Benfica quem aproveitou para ir para os balneários a vencer, ainda que pela margem mínima, com um golo de Rafa Silva perto da meia hora de jogo. A eficácia encarnada no regresso dos balneários ficou espelhada no golo de Gonçalo Ramos que, depois de ter tranquilizado a equipa com o 2-0, ainda fez questão de assinar um bis no encontro pouco depois, numa altura em que Enzo Fernández - o camisola 13 na vitória número 13 - parecia ser o 'cérebro' de todas as operações. A goleada seria fechada já dentro dos últimos dez minutos, primeiro por David Neres e depois num estrondoso remate do recém-entrado Draxler, culminando na mão cheia de golos dos encarnados diante de um Marítimo que ainda não pontuou. Vamos então às notas da partida: Figura Gonçalo Ramos destacou-se com um bis no encontro, mas não ficou só por aí. O jovem avançado das águias revelou ser preponderante noutros momentos ofensivos da equipa, sobretudo a abrir linhas de passe para os colegas, um pouco à semelhança do que aconteceu no primeiro golo. Além disso, Gonçalo Ramos teve instinto de 'matador' nos passes de  e Rafa Silva que conduziram aos dois golos na segunda parte. Surpresa Enzo Fernández é um número 13 que não dá azar. O argentino protagonizou uma daquelas exibições em que não é preciso marcar ou assistir para surpreender o adversário em vários momentos do jogo. Seguro nos passes curtos, inteligente na leitura de jogo e resistente à pressão, tal como se viu naquele lance em que António Silva atirou com estrondo ao poste, após ter 'galgado' uns valentes metros junto à linha final. Desilusão Léo Andrade antecipou-se em demasia no lance do primeiro golo e não tardou em somar mais um ou outro erro na linha defensiva da sua equipa, algo que levou a que equipa sofresse mais golos no segundo tempo. O central do Marítimo falhou alguns passes na construção e perdeu uma série de duelos que deixaram a equipa algo 'descompensada' Treinadores Roger Schmidt surpreendeu ao estrear Aursnes na condição de titular, deixando Florentino no banco, algo que permitiu refrescar o miolo dos encarnados. A equipa esteve fiel aos seus princípios, apoderou-se da bola, ocupou o meio-campo contrário e criou um elevado número de oportunidades, sendo que muitas delas 'esbarram' na estratégia dos madeirenses, além de todas aquelas que levaram o caminho... do golo. João Henriques não 'inventou' muito em relação à jornada anterior, apesar das linhas mais recuadas numa fase inicial do jogo perante a pressão do adversário. O técnico promoveu uma dupla alteração ao intervalo para chegar ao empate, mas rapidamente sofreu o segundo golo e, curiosamente, voltou a repetir-se o mesmo quando mexeu a duplicar à passagem da hora de jogo. Acabou por sair tudo ao lado. Árbitro António Nobre passou completamente despercebido no encontro, precisamente por protagonizar uma arbitragem segura e sem casos polémicos. Confiante no momento de assinalar as faltas e bem a gerir a admoestação com cartões amarelos. Leia Também: Águia voa para o 13.º triunfo e afunda tripulação madeirense

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